O tendão de Aquiles é o tendão mais poderoso do corpo humano. É muitas vezes alvo de inflamação e degeneração (tendinopatia) e/ou rotura.
Ocorre com frequência em indivíduos do sexo masculino, entre os 30 e 40 anos, que realizam prática desportiva intensa sem condicionamento – os chamados “guerreiros de fim-de-semana”.
A sensação de pancada forte na parte posterior do tornozelo é uma queixa frequente, podendo passar com o diagnóstico errado de entorse.
O tratamento pode ser conservador, embora nos indivíduos ativos habitualmente se opte por tratamento cirúrgico, sendo a reabilitação precoce fundamental para o sucesso, em qualquer uma das situações.
Na imagem da esquerda, tratada de forma clássica, verifica-se o aspecto explosivo habitual nas roturas agudas deste tendão. O tensionamento correto, o cuidado no manuseamento das partes moles e o encerramento cuidadoso do peritendão (imagem da direita), são fundamentais para potenciar uma rápida recuperação desta lesão.
Embora ocorram raramente, por vezes verificam-se roturas parciais do tendão, tal como apresentado na imagem. É perfeitamente perceptível que apesar de ser uma rotura parcial, a gravidade da lesão tem um impacto funcional semelhante ao de uma rotura completa, pelo que as opções de tratamento são sobreponíveis.
Nos casos de roturas negligenciadas, o impacto funcional é marcado, apresentando-se normalmente com défice importante na força de propulsão, cansaço fácil na marcha, dificuldade ao subir e sobretudo descer escadas, bem como falta de equilíbrio.
Existem diversas opções cirúrgicas, como o alongamento em V-Y (imagem), ou mesmo técnicas mini-invasivas, com resultados funcionais habitualmente inferiores aos do tratamento das situações agudas.

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